Estratégia e Finanças Corporativas

6 anos atrás

Estratégia e finanças corporativas surgiram no pós segunda guerra. A estratégia nasceu como um esforço de codificação e ensino da prática empresarial, nos trabalhos de Chandler, Ansoff e Andrews. As finanças corporativas com o teorema de Modigliani e Miller sobre a irrelevância da estrutura de capital.

Ambas deitam raízes no modelo circular da economia. Do lado da estratégia, empresas entregam produtos e serviços aos mercados e buscam neles os recursos necessários ao seu processo produtivo; do lado das finanças corporativas, empresas buscam receitas e ganhos nos mercados e entregam a estes rendas em salários, impostos, dividendos e gastos com reinvestimentos.

Ambas enfocam a empresa e seus mercados como um todo. Estratégia com o foco na adequação da empresa às tendências de mercado e as finanças corporativas no retorno versus o custo de capital.

Ambas são processos dinâmicos. Os mercados são alvos móveis para a estratégia e não existe uma estrutura ótima de capital para as finanças corporativas.

Ambas impactam no longo prazo. A estratégia a perenidade da organização e as finanças corporativas o seu valor.

Ambas são pares no trabalho das equipes de topo de toda empresa. A estratégia para a escolha dos projetos que garantam a sobrevivência e perenidade da firma. As finanças corporativas para o cálculo do custo de capital e do retorno do investimento.

Ambas são disciplinas com paradigmas diversos. Estratégia segue o paradigma da racionalidade restrita, admite que a firma dispõe de vários constituintes, com objetivos diferentes e, às vezes, conflitantes, sendo impossível maximizá-los em conjunto. Finanças Corporativas seguem o paradigma de racionalidade perfeita, admite que a firma age racionalmente com o objetivo de maximizar o valor para o acionista, e segue funções objetivas como de cálculo de retorno, maximização de lucro, e outras.

Ambas possuem os radares voltados para o mercado, mas se contradizem. A estratégia recomenda a diversificação da firma, as finanças recomendam a diversificação do portfólio do acionista, pois, a um menor custo.

Ambas enfocam o risco de modo diverso. A estratégia o risco específico e não diversificável da firma, as finanças o risco de mercado, diversificável. 

michel

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